domingo, 26 de outubro de 2008

O telefone tocou. Àquela hora deveria ser engano, afinal ninguém ligaria pra ela, muito menos aquela hora da madrugada. Mas não se tratava de engano. Finalmente ele ligou. Um calor tomou conta de seu corpo e mesmo com a voz sendo tremula ela pôde identificá-lo. Não fazia o menor sentido, ele, aquela hora. Será que tudo se resolveria? Enfim, depois de tanto esperar, o sentido era o que menos importava. Infelizmente tudo que ouviu foi “Não posso fazer. Desculpe...” e logo depois desligou. Perplexa, viu sua última esperança morrer. Nada mais lhe restava. Nada mais.

Ensaio 25/10/2008